O que a família representa para você?

Momento para refletir sobre a família que temos e somos

Assista o vídeo abaixo antes de ler o texto:

Bom, de vez em quando, você deve pensar como a menina do comercial sobre a sua família: que preferia ter uma outra família e blá, blá, blá…. Mas antes de falar ou agir é melhor repensar em tudo que sua família significa para você.

Será que viveria sem eles? Sem as brincadeiras e até mesmo momentos as brigas? Sem seus pais? É, melhor mesmo é avaliar e pensar antes de falar qualquer coisa e dar importância aos momentos bons que vive com eles, afinal…

 

familia e
Mensagens dos alunos para suas famílias

Pense no esforço que seus pais fazem para comprar algo que é necessário para você, sua mãe por exemplo, com certeza muitas vezes além de trabalhar fora tem todo o serviço da casa para fazer.

Muitas crianças ou adolescentes pensam: “aí odeio meus pais eles só pensam em trabalhar, dar atenção ao meu irmão caçula…” Mas esquecem que eles devem estar trabalhando para manter a casa e a família (pagar aluguel, despesas de água, luz, telefone, internet, mercado, vestimentas e etc) e quanto ao porquê de eles darem mais atenção ao irmão menor a questão é lógica, por ser menor ele recebe mais atenção do que crianças maiores ou adolescentes. Mas se mesmo assim você se sentir meio deixado de lado a melhor solução é sempre conversar com eles a respeito. Demonstrar seus sentimentos ainda é o melhor caminho, pois realmente eles podem não estar percebendo essa sua necessidade devido a correria do dia a dia.

Então eles se esforçam muito para que você tenha comida, roupa, calçado entre outras coisas que são necessárias para sua sobrevivência, além de ofertar aquilo que não tem preço que pague: amor, carinho, felicidade e educação.

Troca de afeto <3
Troca de afeto…
entre pais e filhos
…entre pais e filhos em momento especial!

Sabemos que existem vários tipos de família, cada uma a seu jeito: mãe e filho, pai e filho, pais e filhos, padrastos, madrastas, tio, avó, avô, primos (e várias outras) e que às vezes o dia é tão corrido que mal conseguem compartilhar momentos de interação e alegria.

Pensando nisso a escola promoveu na noite do dia 18 de maio a Festa da Família, horário esse em que realmente a maioria das famílias se encontra ao longo de um dia normal de trabalho e estudos.

Eles participaram de um jogo coletivo de mini vôlei, onde pais e ou familiares participaram com seus filhos de uma equipe mista, ou seja, as famílias foram misturadas para que houvesse uma integração entre as mesmas. Cada time teve que trabalhar em conjunto para que atingissem o objetivo do jogo, que era passar a bola até o outro lado da quadra. Momentos de pura diversão, mas também bastante desafiador! Nada fora do normal para as famílias, afinal diariamente existem desafios e alegrias também…

Apresentação dos alunos em homenagem as famílias:
Alunos homenageando suas famílias ao som da música "Família"
Alunos homenageando suas famílias ao som da música “Família”

*Se quiser ver o vídeo clique aqui.

Jogo de integração:
Famílias integradas durante atividade
Famílias integradas durante atividade

*Se quiser ver o vídeo clique aqui.

Apresentação das flautas:
Grupo de flautas homenageando as famílias
Grupo de flautas em homenagem às famílias
Resolvemos fazer uma pesquisa com os alunos (124 participaram) da escola sobre “família”. Eles foram convidados a responder e ao final da pesquisa descobrimos algumas coisas bem interessantes:

Em relação aos alunos que responderam a pesquisa:

  • 58,5 % foram meninos e 41,5% meninas;
  • com idade entre 9 e 15 anos;
  • são estudantes do 5° ao 8° ano;

Em relação a estrutura familiar pode-se dizer que:

  • o número de integrantes varia de 4 (grande parte dos entrevistados) para 5, 6, 8, 2 e até 13 pessoas que moram na mesma casa;

  • 83,7% tem irmãos e apenas 16,3% não possuem irmãos;
  • o número de irmãos é variado: de 1 até 6;
  • 56,9% moram com seus pais e irmãos, 17,9% somente com o pai e a mãe, 13,8% marcaram “outras opções” pelo fato de não considerarem “padrastos” como “pai” mesmo que morem na mesma casa e 6,5% moram com outros familiares além de pais e irmãos.

*Percebeu-se que o número de integrantes das famílias dos alunos da escola é de tamanho médio; que a grande maioria possui irmãos e número de filhos das famílias não é muito grande;

*A maioria dos alunos moram com seus pais e irmãos e chamou a atenção o fato de mesmo morarem juntos na mesma casa, os alunos não considerarem o “padrasto” como “pai”, ou seja, para eles ele não assume o papel de pai.

Em relação a quem consideram como “família”:

  • 45,5% consideram os seus familiares (pais, irmãos, avós, tios, etc) e seus melhores amigos;

  • 30,9% consideram somente os familiares em geral como sua “família”;
  • 21,1% consideram somente pais e irmãos.

*Boa parte dos alunos incluiu os “amigos” como membros de sua família.

 

Quanto a cobrança em relação as atitudes e comportamento:

  • 48,8% disseram que tanto o pai como a mãe cobram da mesma forma;
  • 36,6% disseram ser a mãe a que mais cobra;
  • 11,4% disseram ser o pai o que mais cobra;
  • 3,3% apenas disseram não serem cobrados por nenhum deles.

Em relação a sua educação os alunos consideram os pais:

  • 91,1% muito legais, pois estão sempre orientando sobre o que devo ou não fazer;
  • 5,7% às vezes chatos, pois nem sempre deixam fazer o que quero;
  • 2,4% legais porque deixam fazer tudo que quero.

*Aqui vemos que a cobrança dos pais é encarada como parte fundamental do processo educacional e os alunos/filhos aprovam isto.

E quanto aos estudos:

  • 78% disseram serem bastante cobrados pelos pais (tem hora de estudo, pais acompanham o que fazem em aula, participam das atividades promovidas pela escola, etc);

  • 12,2% apenas cobram hora de estudo, mas não acompanham diretamente o que fazem na escola;

  • 8,9% não cobram nada, os alunos que fazem por sua conta;

  • apenas 0,8% disseram não fazer nada porque também não são cobrados.

    *Aqui percebemos que a grande maioria dos pais tem uma preocupação com os estudos dos filhos e cumprem a parceria firmada com a escola (no Contrato de Convivência), o que traz resultados muitos significativos para a aprendizagem dos alunos.

    E as tecnologias influenciam no convívio familiar?

  • 39,8% disseram que “não muito” pois conseguem interagir mesmo com o uso da tecnologia no ambiente;

  • 31,7% afirmaram que “não”, pois a família reserva um momento especial para se reunir sem interferência de nenhum tipo de tecnologia;

  • 28,5% afirmaram “sim”, pois cada um fica num canto da casa fazendo uso de seu eletrônico preferido e praticamente nem se falam.

    *Aqui percebemos que de certa forma, as tecnologias estão muito presentes na convivência familiar e interferem nas relações de convívio de seus membros, poucas famílias criam um momento para conversarem e interagirem sem nenhuma interferência de aparelhos eletrônicos. Que tal criar este momento na sua família?

    E como fechamento foi perguntado como enxergavam sua família (essa era de múltipla escolha):

    • 69,9% como unida;
    • 53,7% alegre e divertida;
    • 45,5% todos se respeitam;
    • 42,3% afetuosa e amorosa;
    • 39% apegados e preocupados uns com os outros;
    • 34,1% tranquila;
    • 6,5% agitada e tumultuada;
    • 3,3% briguenta e qualquer coisa vira discussão;
    • 1,6% desunida e cada um vive na sua;
    • 0,8% disseram ter poucos momentos de convivência juntos e que existe pouca afetividade e amorosidade.

    *Aqui a pesquisa mostrou que os alunos consideram suas famílias positivas e que existe uma relação harmoniosa, alegre e amorosa, apesar de todas as diferenças e dificuldades que possam existir entre seus membros, afinal sempre será o “um porto seguro” e a referência para sua vida.

    Lembrança oferecida pela escola as famílias

    Então respeite e valorize seus pais, antes de julgá-los sempre pense no que você pode fazer para ajudar e melhorar as coisas, e sempre procure conversar e tirar suas dúvidas com eles, pois eles com certeza saberão lhe ajudar e orientar melhor do que ninguém. E assim uma família se fortalece e se mantém unida.

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A Páscoa é muito mais do que chocolate!!!

“Você sabe o verdadeiro significado da Páscoa?”

Hoje em dia as pessoas não dão tanta importância ao verdadeiro significado da Páscoa, pois comemoram se presenteando com ovos de chocolate e doces.

ovos

FONTE

Nesta matéria iremos falar sobre o verdadeiro significado da Páscoa. Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” – do hebreu “peschad”, em grego “paskha” e latim “pache” – significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro. (Informação do site: http://ceticismo.net/religiao/a-verdadeira-historia-da-pascoa )

Os cristãos comemoram a Páscoa a partir da ressurreição de Cristo, que aconteceu num domingo. Jesus faleceu na sexta- feira que hoje é comemorada como “sexta- feira santa”.

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FONTE

No domingo comemoramos a ressurreição de Cristo. Tipicamente as famílias comemoram presenteando-se com ovos de chocolate, bombons, entre outros presentes… Antigamente as pessoas guardavam as casquinhas dos ovos usados durante o ano e na Páscoa as crianças pintavam e enchiam com cri-cri de amendoim” para colocar nos ninhos. Uma deliciosa receita que ainda é feita nos dias de hoje, claro que não tanto mais como em anos atrás como as mães e avós preparavam carinhosamente para seus filhos e netos.

Receita de cri-cri:

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 Foto por Mistureba

Ingredientes:

­- 2 xícaras de água

-2 xícaras de açúcar

– 4 colheres de sopa de chocolate em pó (opcional)

– 500g de amendoim cru ou torrado e descascado

Modo de preparo:

Adicione todos os ingredientes em uma panela e deixe ferver mexendo de vez em quando. Assim que o açúcar começar a secar mexa continuamente até que o açúcar fique grudado nos grãos do amendoim. Desligue o fogo e coloque em um refratário para esfriar (coma frio).

Aqui na escola os símbolos da Páscoa foram lembrados também, através da exposição dos mesmos no mural de entrada para que todos pudessem conhecê-los e saber o significado de cada um.

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Fotos por Mistureba

Falando nisso, resolvemos fazer uma pesquisa entre os alunos 6º e 7º anos da escola para saber como seria a Páscoa deles. Nós crianças sempre esperamos ganhar algum chocolate, em especial os ovos de chocolate, só que neste ano os preços estão bem salgados! Por isso, fomos investigar quais as expectativas dos alunos em relação a isso e veja o que descobrimos:

A Revista Mistureba quer saber como você e sua família comemorarão a Páscoa neste ano:

1- (   ) Vou ganhar ovos de chocolate de Páscoa!

2- (   ) Vou ganhar bombons ou barra de chocolate de Páscoa porque as outras coisas estão muito caras!

3- (   ) Vou ganhar outra coisa que não seja chocolate, mas é mais necessário para mim!

4- (   ) Não sei

5- (   ) Nem uma das opções acima! Eu e minha família faremos outra coisa. O que seria?

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(*Pesquisa realizada diretamente nas turmas)

Resultados:

 

grafico pesquisa pascoa

Pudemos perceber que realmente as famílias estão cautelosas em relação à compra de ovos de chocolate provavelmente por causa dos valores, pois metade dos alunos entrevistados ganhará algum chocolate (mas em forma de bombom ou barra), ou ainda algo que necessite (roupa, calçado, brinquedo, etc) e alguns apenas farão a comemoração em família através de um almoço ou passeio. Outros ainda não sabiam exatamente como seria sua Páscoa.

Ah, também não podíamos deixar de falar da decoração com motivos de Páscoa espalhada pelos ambientes da escola: ovos decorando as portas, coelhinhos pelo jardim e janelas, entre outras coisas. Confira abaixo:

pascoa1

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Fotos por Mistureba

Como momento de fechamento da semana tivemos uma celebração de Páscoa na escola, onde teve apresentação de teatro com os alunos do 9º ano fazendo uma reflexão sobre a influência do comércio nesta data festiva, teve também música instrumental com o professor Fabrício e os alunos Natã e Augusto. Os professores que organizaram a celebração de Páscoa leram uma mensagem muito bonita nos fazendo refletir sobre o verdadeiro sentido desta data tão especial. E é claro, a escola preparou uma surpresa para nós com um mimo carinhoso: um pirulito daquele do estilo do Chaves.

Indiferente de ganharmos ou não chocolates o que importa é que saibamos o que realmente representa esta data, a renovação e o renascimento que deve existir em cada um de nós sempre.

Escrito por: Caroline Pereira e Ana Paula Xavier

Que tal um rio ao invés de uma árvore?

A descoberta na África do Sul, de uma espécie do gênero humano, pode mudar a forma como se tem compreendido a própria evolução do homem: em vez da ramificação de uma única raiz, um curso d’água dividido em braços que vão reencontrar lá na frente.

“(…) Liderado pelo professor Lee Berger, na Universidade de Witwatersrand (África do Sul), um grupo de pesquisadores anunciou a descoberta de uma espécie do gênero humano, o Homo naledi. Com uma estranha combinação de traços modernos (mãos similares às nossas) e características de hominídeos primitivos (ombros semelhantes aos macacos), o Rising Star, nome artístico do Homo naledi, propõe uma charada nova para os estudiosos dos primórdios da espécie humana. Naledi significa estrela (star) no idioma dos povos que habitam atualmente a região da caverna de mesmo nome onde os ossos foram encontrados – há apenas 50 quilômetros de Johanesburgo.

Em 1925 Raymond Dart apresentou ao mundo o “Bebê de Taung” – um crânio de criança quase completo do que seria depois descrito como Australopithecus africanus. Por meio século, essa reputação foi mantida. Mas a década de 70 foi devastadora para a imagem do país com abrigo de espécies extintas da família do homem moderno. Em 1975, em uma escavação no Deserto de Afar, na Etiópia, na região conhecida como Grande Vale do Rift (depressão de terreno que cobre uma das mais extensas falhas geológicas do planeta), o paleontólogo americano Donald Johanson encontrou Lucy, um esqueleto quase completo de uma nova espécie – o Australopithecus afarensis. No ano seguinte, a inglesa naturalizada queniana Mary Leakey identificou na Garganta de Olduvai, em Latoli, na Tanzânia, uma impressionante série de pegadas frescas na lama, preservadas para a posterioridade por cinzas de uma erupção vulcânica.  Elas   foram deixadas por seres que caminhavam eretos, identificados mais tarde como parentes diretos de Lucy. Toda a atenção se voltou, então, para o Grande Vale de Rift e a Garganta de Olduvai.

Agora, a dupla Homo naledi e Lee Berger atrai de novo os holofotes para a África do Sul. Carismático, Berger tornou-se um especialista em angariar fundos para suas pesquisas, mas faltava algo seminal. Coordenando uma equipe de sessenta cientistas – incluindo craques como o filho de Mary Laekey, o queniano Richard Leakey -, ele recolheu em um mês de escavações, em 2013, 1550 fragmentos fósseis de quinze indivíduos da espécie agora batizada Homo naledi.

Os pesquisadores têm pela frente um problemão: fazer a datação do que encontraram. Afinal, quando teria vivido o Homo naledi?

Resta, então, a possibilidade de tentar encaixar o Homo naledi na linha evolutiva, com base em suas características anatômicas. Os registros fósseis de que se têm notícia são extremamente falhos. Do momento atual para o passado, há o Homo sapiens (homem moderno), seu antecessor Homo erectus e então uma espécie chamada Homo habilis, da qual pouco se sabe – embora se possa dizer que seria a nascente da família Homo. Antes dela, existia um período de trevas de conhecimento, até que se chega ao Australopithecus. Esse intervalo misterioso dura cerca de 1 milhão de anos. O que encanta os cientistas agora é a possibilidade de o Homo naledi ser a peça que faltava para entendermos como houve a transição entre o Australopithecus e o Homo sapiens.

A metáfora mais utilizada para explicar a evolução da humanidade, como a de qualquer família, é uma árvore, segundo a qual a raiz seria o primeiro ancestral, e a partir dela surgiram ramificações (outras famílias e espécies). No entanto, como destaca Berger, outra figura parece mais apropriada. Que tal, em vez de árvores, pensarmos em um rio? A raiz daria lugar à nascente, e os ramos aos vários cursos que o rio toma. Diferentemente da árvore, cujas ramificações crescem de forma separada. A água dos diversos cursos do rio evolutivo une-se num delta, desembocando no oceano e arrastando consigo os sedimentos de todos os lugares por onde passou.

montagem homo naledi

FONTE DAS IMAGENS

Beer Raquel. Um rio, e não uma árvore. Veja, n37, edição 2443, p. 81-82, set. 2015.