Que tal um rio ao invés de uma árvore?

A descoberta na África do Sul, de uma espécie do gênero humano, pode mudar a forma como se tem compreendido a própria evolução do homem: em vez da ramificação de uma única raiz, um curso d’água dividido em braços que vão reencontrar lá na frente.

“(…) Liderado pelo professor Lee Berger, na Universidade de Witwatersrand (África do Sul), um grupo de pesquisadores anunciou a descoberta de uma espécie do gênero humano, o Homo naledi. Com uma estranha combinação de traços modernos (mãos similares às nossas) e características de hominídeos primitivos (ombros semelhantes aos macacos), o Rising Star, nome artístico do Homo naledi, propõe uma charada nova para os estudiosos dos primórdios da espécie humana. Naledi significa estrela (star) no idioma dos povos que habitam atualmente a região da caverna de mesmo nome onde os ossos foram encontrados – há apenas 50 quilômetros de Johanesburgo.

Em 1925 Raymond Dart apresentou ao mundo o “Bebê de Taung” – um crânio de criança quase completo do que seria depois descrito como Australopithecus africanus. Por meio século, essa reputação foi mantida. Mas a década de 70 foi devastadora para a imagem do país com abrigo de espécies extintas da família do homem moderno. Em 1975, em uma escavação no Deserto de Afar, na Etiópia, na região conhecida como Grande Vale do Rift (depressão de terreno que cobre uma das mais extensas falhas geológicas do planeta), o paleontólogo americano Donald Johanson encontrou Lucy, um esqueleto quase completo de uma nova espécie – o Australopithecus afarensis. No ano seguinte, a inglesa naturalizada queniana Mary Leakey identificou na Garganta de Olduvai, em Latoli, na Tanzânia, uma impressionante série de pegadas frescas na lama, preservadas para a posterioridade por cinzas de uma erupção vulcânica.  Elas   foram deixadas por seres que caminhavam eretos, identificados mais tarde como parentes diretos de Lucy. Toda a atenção se voltou, então, para o Grande Vale de Rift e a Garganta de Olduvai.

Agora, a dupla Homo naledi e Lee Berger atrai de novo os holofotes para a África do Sul. Carismático, Berger tornou-se um especialista em angariar fundos para suas pesquisas, mas faltava algo seminal. Coordenando uma equipe de sessenta cientistas – incluindo craques como o filho de Mary Laekey, o queniano Richard Leakey -, ele recolheu em um mês de escavações, em 2013, 1550 fragmentos fósseis de quinze indivíduos da espécie agora batizada Homo naledi.

Os pesquisadores têm pela frente um problemão: fazer a datação do que encontraram. Afinal, quando teria vivido o Homo naledi?

Resta, então, a possibilidade de tentar encaixar o Homo naledi na linha evolutiva, com base em suas características anatômicas. Os registros fósseis de que se têm notícia são extremamente falhos. Do momento atual para o passado, há o Homo sapiens (homem moderno), seu antecessor Homo erectus e então uma espécie chamada Homo habilis, da qual pouco se sabe – embora se possa dizer que seria a nascente da família Homo. Antes dela, existia um período de trevas de conhecimento, até que se chega ao Australopithecus. Esse intervalo misterioso dura cerca de 1 milhão de anos. O que encanta os cientistas agora é a possibilidade de o Homo naledi ser a peça que faltava para entendermos como houve a transição entre o Australopithecus e o Homo sapiens.

A metáfora mais utilizada para explicar a evolução da humanidade, como a de qualquer família, é uma árvore, segundo a qual a raiz seria o primeiro ancestral, e a partir dela surgiram ramificações (outras famílias e espécies). No entanto, como destaca Berger, outra figura parece mais apropriada. Que tal, em vez de árvores, pensarmos em um rio? A raiz daria lugar à nascente, e os ramos aos vários cursos que o rio toma. Diferentemente da árvore, cujas ramificações crescem de forma separada. A água dos diversos cursos do rio evolutivo une-se num delta, desembocando no oceano e arrastando consigo os sedimentos de todos os lugares por onde passou.

montagem homo naledi

FONTE DAS IMAGENS

Beer Raquel. Um rio, e não uma árvore. Veja, n37, edição 2443, p. 81-82, set. 2015.

Anúncios

Cidade de Papel

Olá pessoal!!! Hoje vamos falar sobre um filme, que chegou arrasando as telinhas dos cinemas do Brasil e do mundo. Ele conta a história de um garoto chamado Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes, quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-227902/trailer-19544223/

Antes de ser esse filme maravilhoso, Cidade de Papel é um livro maravilhoso.  Escrito por John Green (autor de A culpa é das estrelas), ele fala a língua dos adolescentes. Se havia ficado alguma dúvida depois da adaptação cinematográfica de A Culpa é das Estrelas, o caminho visual feito por Cidades de Papel não o deixa mentir. E o resultado é uma nova produção, acima de tudo, honesta – sobretudo se comparada com outros filmes direcionados ao mesmo público. Se valendo de grande parte da equipe técnica envolvida naquele que foi o maior sucesso de público no Brasil em 2014, muitos dos elementos presentes lá são repetidos aqui. Com uma diferença substancial,  Paper Towns (no original), apesar de trazer a assinatura de Green também na produção executiva, é uma livre adaptação do livro.

Algumas curiosidades sobre o filme/livro:

-A audição de Cara Delevingne para o papel de Margo foi excelente, de acordo com John Green (autor do livro): “a audição dela deixou todos boquiabertos (inclusive eu!), pois compreendeu Margo profundamente. Estou tão animado!”. O autor twittou.

-Cara Delevingne não era a única a ser considerada para o papel de Margo. Shailene Woodley foi originalmente escalada, mas teve que abandonar o projeto devido os conflitos de horário com as filmagens de Insurgente. John Green tinha alguém em mente que ele conhecia por meio do YouTube (Emma Blackery),  porém  a escolha do elenco não estava sob seu comando.

-A cena do “SeaWorld” presente no livro não será vista no filme. Isso ocorreu porque o filme “Blackfish – Fúria Animal” tinha feito as pessoas repensarem em SeaWorld e cativeiro. Se a cena estivesse no longa, as pessoas possivelmente boicotariam o mesmo e a bilheteria seria baixa. Os roteiristas decidiram que seria melhor não colocá-la.

-Filmado durante cinco dias no bairro de Skybrook, Huntersville, NC (norte de Charlotte) em meados de Novembro de 2014.

-A reação de Cara Delevingne ao descobrir que ganhou o papel foi bastante emocional “eu estava sozinha, o que foi um pouco triste” ela relata . “Eu estava em um quarto de hotel, me preparando para o trabalho e recebi um telefonema’’ continua: “Eu só comecei a chorar.  Era demais.”

Elenco:

Nat wolff

natw

Personagem: Quentin Jacobsen

Cara Delevingne

carad

Personagem: Margo Roth Spiegelman

Justice Smith

justice

Personagem: Radar

Halston Sage

download

Personagem: Lacey Pemberton

Austin Abrams

austin abrams

Personagem: Ben Starling

Cara Buono

carabhttp://www.adorocinema.com/filmes/filme-227902/trailer-19544223/

Personagem: Connie Jacobsen

Suposto iPhone 6 mini foi “vazado”

No dia 02/10/15 supostamente foi “vazado” o iPhone 6 Mini, pelo site chinês My Drivers. O provável iPhone 6, na foto, está rodando com o iOS 8, sendo assim, a instalação do iOS 9 seria feita manualmente.

05125355894210

As configurações do hardware não foram mencionadas, mas muitos especulam que o iPhone use o chipset A9, (com coprocessador M9).

Com um display menor, a resolução baixa seria ainda outro dos componentes da esperada variação do iPhone 6.

O preço não foi divulgado, porém as pessoas esperam que o aparelho saia por menos que R$ 2.466,00 (preço de lançamento do iPhone 6s).

O lançamento não foi cogitado, pois iria abalar as vendas do iPhone 6 e iPhone 6 Plus.

Fonte: http://goo.gl/Ph51ui

CALEIDOCICLO

Mas o que são caleidociclos?

Pensar na origem do nome pode ajudar. O termo caleidociclo vem de kalós (belo) + eidos (forma) +kyklos (ciclo). Ou seja, podemos pensar que um caleidociclo seja uma bela forma cíclica. É difícil defini-lo com precisão, mas podemos dizer que um caleidociclo seja um anel de tetraedros.

Depois de vários estudos, a matemática e professora Doris Schattschneider desenvolveu o que denominou de caleidociclos.

Em um trabalho datado de 1991, Doris e Walker apresentaram uma maneira de resolver um problema que o artista plástico holandês Maurits Cornelius Escher havia proposto.

Este artista dedicou grande parte de seus estudos à pavimentação de um plano por figuras simétricas.

img1
Sun and Moon (Sol e Lua), 1948 – xilogravura impressa em azul, vermelho, amarelo e preto, a partir de 4 matrizes.

A solução encontrada por Schattschneider e Walker foi o de recobrir os caleidociclos com as simetrias de Escher:

Disponível em Caleidociclos
Disponível em Caleidociclos

Ficou curioso e quer saber mais sobre o assunto … então leia aqui!

FONTE

Brinquedo com diversão garantida!

Um caleidociclo, ou anel rotativo de tetraedros isósceles, é um divertido brinquedo matemático.  Essencialmente, é uma cadeia fechada de pirâmides que pode ser girada em seu centro por tempo indeterminado.

FONTE

Você pode criar diversos caleidociclos com imagens, cores, etc. É só usar a imaginação e desafiar-se na criação do mesmo, assim como fizemos aqui na Mistureba, aproveitamos para homenagear nossos queridos professores aqui da escola.

Fica a dica: você pode fazer um presente bem legal e de baixíssimo custo para seu professor e com certeza ele vai achar o máximo!

Confira abaixo o passo a passo de como fazer o caleidociclo e o que você vai precisar:

Link do molde do caleidociclo: http://foldplay.com/kaleidocycle.action